Solte o verbo

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      Homem com pegada: força ou precisão?

       Nossa mão tem mil toques, sendo que usamos apenas alguns. Nosso corpo, mil encaixes, e raramente brincamos com tais possibilidades. Ter “pegada” é começar a dizer frases nítidas com os dedos...

      Homem com pegada: força ou precisão?


       

      “A pegada”: força ou precisão?

       

       


      O contrário de frouxidão, portanto, não é força, mas precisão – ou, como se diz usualmente, firmeza. É por isso que todo mundo que apanhou carinhosamente do Maguila, durante o evento da BIC (foram vários, acredite), não falou em força: “O cara tem a mão pesada”.

      Um moleque de 17 anos pode ser um fracote, mas conquista qualquer mulher se tiver condução, precisão, direcionamento, ludicidade e profundidade. Traduzo: uma mão que vai até o outro lado das costas (quase no peito dela, enlaçando totalmente com o braço), um toque sem hesitação, uma malícia cheia de paciência para chegar onde quer, uma atitude que transforma tudo em brincadeira e uma mente que a desafia.

      De força, precisamos apenas o suficiente para carregá-las no colo. Aquela imagem do cara entrando no quarto da lua-de-mel com a noiva nos braços deve ter ficado gravada no inconsciente feminino como sinônimo de felicidade eterna, pois algo acontece quando repetimos a cena, mesmo sem fraque e vestido branco.

      Troque insegurança por precisão, meias palavras (“Muito legal te conhecer”) por malícia crua (“Você é uma delícia. Sabe que tá fodida hoje na minha mão, né?”), tapa na bunda por tapa na cara, e verá que não é necessário muita força para que uma mulher se sinta conduzida, preenchida, elevada.

      O peso de nossa mão não é resultado só de força, mas do vigor generoso, do desejo direcionado sem pés atrás (“Será que ela quer também?”), da energia que guardamos pra explodir, de nossa capacidade de invadir sem perguntar, de entrar sem ser chamado, de pesar sobre ela. Não metemos com um pau, metemos com todo o peso do corpo, avançando, cortando, batendo, abrindo, liberando uma mulher.

      Não é por acaso que ela entra no quarto com medo de nós e sai desconcertada, com um sorriso que ela nunca viu no espelho ou em fotos.

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      A logística do amor

      Ele chegava cansado. Lavava louça enquanto preparava o jantar com ela. Comiam. Ele deitava no sofá para descansar um pouco ou ficava respondendo emails. Ela tomava banho e voltava para beijá-lo. Ele se sentia sujo e não queria nada antes de tomar banho. Ele sempre se demorava e ela dormia antes. Depois de um tempo, isso os destruiu. Tivesse ele tomado banho antes…

      A logística do amor

       

       

      Nossa mania de basear a relação no amor romântico, nos sentimentos, ofusca a importância de outros aspectos mais técnicos, frios, funcionais, como a logística, o workflow, o controle de estoque da coisa. Tendo amor e paixão, de que importam rotinas, hábitos, trabalhos, deslocamentos e osprocessos de nossas vidas? Assim pensamos, iludidos. Pensamos que sabemos a origem de nossos problemas, mas não sabemos. 

      Focamos tanto a subjetividade, nas emoções, no amor romântico, na paixão, em nossos desejos e mimos, que esquecemos do mundo, dos processos, das coisas, da logística. Bastaria a esse homem jogar fora as cortinas para ser feliz em qualquer casa.

      Como por exemplo namorar com pausas de 2 dias por semana, o casal que já superou a necessidade excessiva por paixão e romantismo pode focar mais livremente nos recursos e nos fluxos que, de fato, possibilitam que a relação avance. Ambos ainda estão preocupados com “Você gosta de mim? Você me ama? Você me deseja?”, uma conversa sobre morar em casas separadas é inviável. A ironia é que justamente essas mudanças logísticas, que podem provocar insegurança, salvam muitas relações – e, a longo prazo, só aumentam a confiança.

      Exemplo maior disso, no filme Sex and the city 2, conseguimos encontrar uma questão interessante: o marido da personagem principal propõe uma pausa semanal no casamento, 2 dias em que eles ficam em apartamentos diferentes, sem se ligar, fazendo o que quiserem – pelo que entendi, eles tem de se manter fieis, mas não vejo problema em adaptar essa regra. ;-)

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      Existe homem para casar? Aprenda a escolher conhecendo como cada tipo funciona!

      Basicamente existem 3 tipos de homens que você pode reconhecer pelas atitudes.

      Existe homem para casar? Aprenda a escolher conhecendo como cada tipo funciona!

      Apresentando à família
      Placebo: Desmarca umas cinquenta vezes e quando aparece entra mudo e sai calado.
      Ogro: Já chega chamando seu pai de sogrão e perguntando onde está a “breja”.
      Bem feito: Faz o pacote básico, se apresenta, fala pouco, mas não fica fazendo pose.

      Primeiro jantar
      Placebo: Se oferece para pagar a conta, mas quando você pede para dividir, ele aceita.
      Ogro: Te leva para comer no buteco da esquina e pede um conhaque para o gargarejo.
      Bem feito: Nem se oferece para pagar, já paga e pronto.

      Na balada com suas amigas
      Placebo: Fica inseguro, olhando para todos que te olham e perguntando o que você tanto conversa com suas amigas.
      Ogro: Bebe todas, arruma confusão com outros pitboys e acaba vomitando até as tripas.
      Bem feito: Te acompanha e quando chega a hora dele, te chama para um lugar mais “privado”.

      Diante de uma discussão
      Placebo: Não há discussão, você está sempre certa.
      Ogro: Discute por qualquer coisa e sempre apresenta o argumento mestre “porque eu sou homem”.
      Bem feito: Escuta tudo, se você tiver nervosa, deixa para outro dia a hora de falar e te mostrar que estava errada, se tiver calma, fala na hora mesmo sem alterar o tom de voz.

      Na broxada
      Placebo: “Isso nunca aconteceu comigo”.
      Ogro: “Isso só pode ser culpa sua! Quem manda ter engordado?”.
      Bem feito: “O que acha de ganhar um belo sexo oral?”.
       

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